A despeito de todo o efeito maléfico que o álcool desencadeia no organismo humano, tenho quase certeza que em pequenas quantidades percentuais ( a saber 5% ) ele não é tão diabólico assim. Em outras palavras, uma cervejinha de vez em quando, ajuda. Foi num dia desses de farra comedida no fundo do quintal, que me veio uma idéia genial, ou pelo menos naquele momento, me pareceu . Já discuti nesse blog a Teoria da Relatividade e suas consequências, porém nada me intriga tanto como a imposição da velocidade da luz ser a velocidade-limite do Universo. Pela Teoria da Relatividade Geral,à proporção que um corpo aumenta sua velocidade, sua massa também aumenta até o ponto em que a velocidade da luz é atingida . A partir desse ponto, a massa se torna infinita, tornando impossível continuar acelerando o corpo. Entretanto, façamos um pequeno exercício mental especulativo. Imagine um disco de raio R , executando um movimento circular uniforme. À proporção que nos afastamos do centro do disco, a velocidade escalar de seus pontos aumenta, logo a velocidade escalar máxima pertence aos pontos da borda do disco. Agora, vamos acelerar o disco de modo que um ponto situado a uma distância D do centro do disco, tal que D< R , atinja uma velocidade igual a da luz (a relatividade não impede isso). Então, os pontos situados a distância D=R , estariam a uma velocidade maior que a da luz. Nesse momento, a Teoria da Relatividade parece falhar. Será que depois de 97 anos resistindo a todas as provações , ela finalmente entra em colapso? Depois de alguns momentos de euforia, lembrei-me da maldito “Fator de Lorentz”. O físico neo-zelandês Hendrik Lorentz determinou que de acordo com a Teoria da Relatividade, as medidas de espaço e tempo de dois observadores se alteram em cada sistema de referência. Elas refletem o fato de que observadores se movendo com velocidades diferentes medem diferentes valores de distância, tempo e, em alguns casos, a ordenação de eventos. Ela mostra que quando um corpo se desloca em grande velocidade, ele sofre uma redução em seu comprimento. Isso está de acordo com as afirmações de Einstein , sobre a contração do espaço e a dilatação do tempo, em velocidades próximas a da luz. A contração do espaço introduziu o conceito de “dobra espacial“, muito usado em filmes de ficção como "Star Trek" e "Star Wars". Ao se atingir a velocidade da luz, forças monstruosas dobram o espaço plano aproximando os pontos. Imagine dois pontos sobre uma folha de papel. À proporção que você percorre esses pontos com velocidade cada vez maior, a folha se dobra, aproximando esses pontos e encurtando a distância entre eles, até o instante em que eles ficam coincidentes. Desse modo,os pontos estariam um sobre o outro e sua viagem seria instantânea. É o que proporcionaria uma viagem espacial delonga distância, impossível de ser realizada por meios convencionais. Essa verdade inquestionável da física relativista acabou com minhas esperanças de desmontá-la. Quando o disco acelera tentando impor a um ponto A, localizado do centro de uma distância D<R, uma velocidade cada vez maior, a enorme força centrípeta gerada sobre um ponto B a uma distância D= R, provocará uma contração radial no disco , de tal forma que quando o ponto A atingir a velocidade da luz,o disco se contraiu, de modo que ponto B estará sobre ele . Em outras palavras, quanto maior for a velocidade de rotação do disco, menor será seu raio para que o ponto que atinja a velocidade da luz esteja sempre na borda. Santa ingenuidade, achar que Einstein não havia pensado nessa hipótese do movimento circular , quando formulou sua teoria. Bom, valeu a tentativa, mas não foi dessa vez ainda.
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