Nada excita mais a mente do ser humano , desde que a ciência começou a fazer parte do cotidiano, do que a possibilidade de se viajar no tempo. Todos gostariam de voltar ao passado e modificar algum evento que o incomoda no presente. Já imaginou ganhar na loteria, por saber antecipadamente o resultado? Ou uma segunda chance para as oportunidades perdidas na vida? A primeira abordagem literária da viagem no tempo é The Time Machine (A Máquina do Tempo),um romance de ficção científica de H. G.Wells com primeira edição em 1895, a partir do qual se realizaram dois filmes como mesmo nome. É a primeira obra de ficção científica a propor o conceito da viagem no tempo usando um veículo que permite ao seu operador viajar propositadamente e de forma seletiva. Um seriado de TV do anos 60 chamado “O Túnel do Tempo”, fez um enorme sucesso. No seriado, dois viajantes eram transportados através de um túnel,para o passado e em alguns casos para o futuro, mas ao contrário do livro de H.G Wells, eles não tinham o controle sobre o túnel ou onde iriam parar. O princípio físico de não se poder controlar uma viagem no tempo é chamado de “Efeito Morphail”. Já, no filme, “Minory Report”, a visão do futuro era proporcionada por videntes ligados a uma máquina e fazia com que criminosos fossem presos antes de cometerem os crimes. Em um outro artigo desse blog, mencionei o fato de que a teoria da viagem no tempo tem problemas para contornar a teoria da “Navalha de Oocam”. Essa teoria diz que qualquer ação deve ter controle sobre os paradoxos que ela cria. Vamos dar um exemplo: Uma pessoa volta ao passado e mata seus pais antes dela ter nascido. Paradoxo criado: Como ela poderia ter vindo do futuro se ao matar os pais, ela passou a não existir no passado? Stephen Hawkings já sugeriu que a ausência de turistas vindos do futuro é um excelente argumento contra a existência de viagens no tempo. No entanto, existem soluçõesda Teoria Geral da Relatividade de Einstein que permitem viagens no tempo, mas algumas destas soluções exigem que o universo tenha características que não parece ter. Uma dela é poder viajar mais rápido que a luz, o que a própria relatividade próíbe. Então mais um paradoxo se cria. Mas, mesmo que a viagem no tempo fosse possível, ela não poderia ser feita para o futuro, pois não se pode viver numa realidade que ainda não aconteceu. Do presente para o passado, somente poderia ser feita até a época em que se descobriu como viajar no tempo. Ningúem voltaria a Roma Antiga, pois não tería como retornar de lá, uma vez que a viagem no tempo, nessa época ainda não era possível. Então teremos que esperar que o futuro se torne o presente, para podermos viajar no tempo. Os "Buracos de Minhoca” foram propostos como vias para viajar no tempo. Um buraco de minhoca funcionaria da seguinte forma: O buraco de minhoca é uma espécie de buraco negro bem menor e que gera tanta gravidade que tem a propriedade de deformar o tempo e o espaço. Uma das extremidades do buraco de minhoca é “puxado” e acelerado até velocidades próximas da luz, por alguma nave espacial , e em seguida desacelerado até à velocidade original. Devido à dilatação do espaço, na parte acelerada do buraco de minhoca o tempo passou muito mais devagar do que na outra extremidade. Uma pessoa que entrasse no buraco de minhoca a partir da parte não acelerada encontraria do outro lado uma época anterior a sua. Apesar de toda controvérsia, há quem diga que viajou no tempo de alguma maneira. Em 2005, o FBI prendeu um homem por ter “trapaceado” na bolsa de valores. Até aí tudo bem. No interrogatório, ele disse que se chamava Andrew Carlssin e tinha 44 anos. O curioso é que lhe perguntaram como havia conseguido, com apenas 800 dólares, ganhar 350 milhões em poucos dias, investindo em ações de alto risco e sempre conseguindo lucrar o máximo possível, sem perder um centavo, ele respondeu calmamente: “Eu viajei no tempo, vim do ano 2256, por isso acertei tudo.” Um dos projetos mais recentes sobre viagem no tempo, foi elaborado pelo físico americano Yakir Aharonov, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele tem na gaveta o desenho de uma estranha esfera maciça, capaz de se expandir ou encolher muito velozmente.A idéia é provocar mudanças rápidas na densidade de matéria no interior da esfera, e assim alterar continuamente o ritmo do tempo. O incrível resultado é uma espécie de liqüidificador temporal,ou seja, como já foi comentado anteriormente, não se saberia exatamente em que tempo um ocupante dessa máquina iria parar. Entretanto, o conceito de passado e futuro, são relativos. Para se contemplar o passado, basta olhar para o céu. Quando olhamos para o Sol, não o vemos como ele é agora, mas como ele era a 8 minutos atrás, tempo que sua luz gasta pra chegar a Terra. Logo, se consigo ver as estrelas que se encontram a 25 anos-luz daTerra, estou vendo o Universo como ele era a 25 anos atrás. Então, quanto mais longe eu conseguir ver, mais perto do passado eu fico. No dia que nós conseguirmos ver uma estrela que se encontra a 14 bilhões de anos-luz da Terra,estaremos presenciando o ato da criação do Universo. A Teoria da Relatividade Especial de Einstein, introduziu o conceito de tempo relativo. O tempo só passou a existir porque como tudo que existe, ele foi criado. Um seminarista perguntou a Santo Agostinho:“ Se Deus criou o Universo, onde ele estava antes da criação?”, no que o padre respondeu:“ Estava criando o inferno pra jogar dentro quem perguntasse essas coisas!”. Não podemos saber o que existia antes da criação, pois o próprio tempo não existia. Desse modo,uma viagem no tempo seria inútil para explicar tal coisa, pois ela teria como inimigo o próprio tempo, ou seja, não poderíamos voltar a um instante t< 0 , porque o próprio tempo não havia sido criado. Por outro lado, pensando de modo racional, viajar no tempo pode ter outra interpretação mais científica, partindo do princípio de que o tempo não passa da mesma forma em todos os pontos do Universo. Um buraco negro é uma região do espaço que gera uma gravidade monstruosa, capaz de deformar até o espaço e o tempo. Se você pudesse passar 1 hora próximo ao horizonte de eventos de um buraco negro, que é a região onde ele curva a própria luz que emite, haveriam se passado 10.000 anos na Terra. Mas, nesse caso, quando você voltasse a Terra, não teria dado um salto para o futuro, pois na verdade, você é que ficou no passado já que o tempo próximo a um buraco negro passa mais devagar. No nosso cotidiano, por incrível que pareça, viajamos no tempo o tempo todo. Um mero avião a 9 quilômetros de altura, ao fim de uma hora de vôo, terá viajado cerca de 2 bilionésimos de segundo para o futuro. A bordo, sob gravidade menor, o tempo flui mais depressa do que no solo, o que se constatou pela primeira vez em 1971, sob a supervisão do físico americano Carrol Alley, da Universidade de Maryland. Nas naves orbitais, o ritmo muda de maneira mais sensível: cerca de 1 bilionésimo de segundo a cada segundo. Ou seja, quando o astronauta completar 1 bilhão de segundos no espaço, ele terá se deslocado 1 segundo nos quadrantes do tempo para o futuro. Se. nesse momento, voltar a superfície, estará 1 segundo mais velho que as pessoas de mesma idade antes do vôo. Desse modo, embora desprezíveis, esses valores mostram afinal, que a viagem no tempo não é uma idéia tão absurda assim. Se você passasse um ano viajando numa nave espacial a uma velocidade próxima a da luz , poderia ter se passado um século na Terra. Richard Gott, cientista americano dos EUA, diz que em vez de se construir um aparelho que viaje no tempo, o homem deve procurar portas do tempo nas regiões naturalmente propícias do espaço. Seu alvo não são os buracos negros, mas as chamadas “cordas cósmicas”. As cordas são filamentos de energia pura estirados pelo espaço como um resíduo do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao Universo. Elas são muito longas e finas, mas encerram uma quantidade inimaginável de energia . Pra você ter uma idéia, um pedaço de 2 centímetros dessa corda, teria uma massa de 40 bilhões de toneladas. A teoria de Gott requer dois filamentos cósmicos movendo-se velozmente um em direção ao outro, e um foguete capaz de girar em volta da dupla. Ao fim de uma órbita, o foguete retorna ao ponto de partida algum tempo antes do início do vôo, dessa forma, voltando no tempo. O problema dessa teoria é que não sabemos sequer se tais cordas realmente existem. A verdade é que o tempo foi uma invenção do homem, para justificar o envelhecimento e falência de seu organismo e de tudo que existe. Uma maneira de tentar explicar o processo natural da vida e da morte. Mas, se o tempo teve um começo, ele também deverá ter um fim. Talvez esse fim seja, quando a própria essência que mantém o Universo, se extinguir. Aí, o tempo se acaba e se acaba tudo e talvez um novo tempo surga, quem sabe.
Blog destinado a resolução de questões, testes, provas de vestibulares, simulados e outras atividades relacionadas à física.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
O paradoxo da viagem no tempo
Afinal, viajar no tempo é mesmo possível ?
Nada excita mais a mente do ser humano , desde que a ciência começou a fazer parte do cotidiano, do que a possibilidade de se viajar no tempo. Todos gostariam de voltar ao passado e modificar algum evento que o incomoda no presente. Já imaginou ganhar na loteria, por saber antecipadamente o resultado? Ou uma segunda chance para as oportunidades perdidas na vida? A primeira abordagem literária da viagem no tempo é The Time Machine (A Máquina do Tempo),um romance de ficção científica de H. G.Wells com primeira edição em 1895, a partir do qual se realizaram dois filmes como mesmo nome. É a primeira obra de ficção científica a propor o conceito da viagem no tempo usando um veículo que permite ao seu operador viajar propositadamente e de forma seletiva. Um seriado de TV do anos 60 chamado “O Túnel do Tempo”, fez um enorme sucesso. No seriado, dois viajantes eram transportados através de um túnel,para o passado e em alguns casos para o futuro, mas ao contrário do livro de H.G Wells, eles não tinham o controle sobre o túnel ou onde iriam parar. O princípio físico de não se poder controlar uma viagem no tempo é chamado de “Efeito Morphail”. Já, no filme, “Minory Report”, a visão do futuro era proporcionada por videntes ligados a uma máquina e fazia com que criminosos fossem presos antes de cometerem os crimes. Em um outro artigo desse blog, mencionei o fato de que a teoria da viagem no tempo tem problemas para contornar a teoria da “Navalha de Oocam”. Essa teoria diz que qualquer ação deve ter controle sobre os paradoxos que ela cria. Vamos dar um exemplo: Uma pessoa volta ao passado e mata seus pais antes dela ter nascido. Paradoxo criado: Como ela poderia ter vindo do futuro se ao matar os pais, ela passou a não existir no passado? Stephen Hawkings já sugeriu que a ausência de turistas vindos do futuro é um excelente argumento contra a existência de viagens no tempo. No entanto, existem soluçõesda Teoria Geral da Relatividade de Einstein que permitem viagens no tempo, mas algumas destas soluções exigem que o universo tenha características que não parece ter. Uma dela é poder viajar mais rápido que a luz, o que a própria relatividade próíbe. Então mais um paradoxo se cria. Mas, mesmo que a viagem no tempo fosse possível, ela não poderia ser feita para o futuro, pois não se pode viver numa realidade que ainda não aconteceu. Do presente para o passado, somente poderia ser feita até a época em que se descobriu como viajar no tempo. Ningúem voltaria a Roma Antiga, pois não tería como retornar de lá, uma vez que a viagem no tempo, nessa época ainda não era possível. Então teremos que esperar que o futuro se torne o presente, para podermos viajar no tempo. Os "Buracos de Minhoca” foram propostos como vias para viajar no tempo. Um buraco de minhoca funcionaria da seguinte forma: O buraco de minhoca é uma espécie de buraco negro bem menor e que gera tanta gravidade que tem a propriedade de deformar o tempo e o espaço. Uma das extremidades do buraco de minhoca é “puxado” e acelerado até velocidades próximas da luz, por alguma nave espacial , e em seguida desacelerado até à velocidade original. Devido à dilatação do espaço, na parte acelerada do buraco de minhoca o tempo passou muito mais devagar do que na outra extremidade. Uma pessoa que entrasse no buraco de minhoca a partir da parte não acelerada encontraria do outro lado uma época anterior a sua. Apesar de toda controvérsia, há quem diga que viajou no tempo de alguma maneira. Em 2005, o FBI prendeu um homem por ter “trapaceado” na bolsa de valores. Até aí tudo bem. No interrogatório, ele disse que se chamava Andrew Carlssin e tinha 44 anos. O curioso é que lhe perguntaram como havia conseguido, com apenas 800 dólares, ganhar 350 milhões em poucos dias, investindo em ações de alto risco e sempre conseguindo lucrar o máximo possível, sem perder um centavo, ele respondeu calmamente: “Eu viajei no tempo, vim do ano 2256, por isso acertei tudo.” Um dos projetos mais recentes sobre viagem no tempo, foi elaborado pelo físico americano Yakir Aharonov, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele tem na gaveta o desenho de uma estranha esfera maciça, capaz de se expandir ou encolher muito velozmente.A idéia é provocar mudanças rápidas na densidade de matéria no interior da esfera, e assim alterar continuamente o ritmo do tempo. O incrível resultado é uma espécie de liqüidificador temporal,ou seja, como já foi comentado anteriormente, não se saberia exatamente em que tempo um ocupante dessa máquina iria parar. Entretanto, o conceito de passado e futuro, são relativos. Para se contemplar o passado, basta olhar para o céu. Quando olhamos para o Sol, não o vemos como ele é agora, mas como ele era a 8 minutos atrás, tempo que sua luz gasta pra chegar a Terra. Logo, se consigo ver as estrelas que se encontram a 25 anos-luz daTerra, estou vendo o Universo como ele era a 25 anos atrás. Então, quanto mais longe eu conseguir ver, mais perto do passado eu fico. No dia que nós conseguirmos ver uma estrela que se encontra a 14 bilhões de anos-luz da Terra,estaremos presenciando o ato da criação do Universo. A Teoria da Relatividade Especial de Einstein, introduziu o conceito de tempo relativo. O tempo só passou a existir porque como tudo que existe, ele foi criado. Um seminarista perguntou a Santo Agostinho:“ Se Deus criou o Universo, onde ele estava antes da criação?”, no que o padre respondeu:“ Estava criando o inferno pra jogar dentro quem perguntasse essas coisas!”. Não podemos saber o que existia antes da criação, pois o próprio tempo não existia. Desse modo,uma viagem no tempo seria inútil para explicar tal coisa, pois ela teria como inimigo o próprio tempo, ou seja, não poderíamos voltar a um instante t< 0 , porque o próprio tempo não havia sido criado. Por outro lado, pensando de modo racional, viajar no tempo pode ter outra interpretação mais científica, partindo do princípio de que o tempo não passa da mesma forma em todos os pontos do Universo. Um buraco negro é uma região do espaço que gera uma gravidade monstruosa, capaz de deformar até o espaço e o tempo. Se você pudesse passar 1 hora próximo ao horizonte de eventos de um buraco negro, que é a região onde ele curva a própria luz que emite, haveriam se passado 10.000 anos na Terra. Mas, nesse caso, quando você voltasse a Terra, não teria dado um salto para o futuro, pois na verdade, você é que ficou no passado já que o tempo próximo a um buraco negro passa mais devagar. No nosso cotidiano, por incrível que pareça, viajamos no tempo o tempo todo. Um mero avião a 9 quilômetros de altura, ao fim de uma hora de vôo, terá viajado cerca de 2 bilionésimos de segundo para o futuro. A bordo, sob gravidade menor, o tempo flui mais depressa do que no solo, o que se constatou pela primeira vez em 1971, sob a supervisão do físico americano Carrol Alley, da Universidade de Maryland. Nas naves orbitais, o ritmo muda de maneira mais sensível: cerca de 1 bilionésimo de segundo a cada segundo. Ou seja, quando o astronauta completar 1 bilhão de segundos no espaço, ele terá se deslocado 1 segundo nos quadrantes do tempo para o futuro. Se. nesse momento, voltar a superfície, estará 1 segundo mais velho que as pessoas de mesma idade antes do vôo. Desse modo, embora desprezíveis, esses valores mostram afinal, que a viagem no tempo não é uma idéia tão absurda assim. Se você passasse um ano viajando numa nave espacial a uma velocidade próxima a da luz , poderia ter se passado um século na Terra. Richard Gott, cientista americano dos EUA, diz que em vez de se construir um aparelho que viaje no tempo, o homem deve procurar portas do tempo nas regiões naturalmente propícias do espaço. Seu alvo não são os buracos negros, mas as chamadas “cordas cósmicas”. As cordas são filamentos de energia pura estirados pelo espaço como um resíduo do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao Universo. Elas são muito longas e finas, mas encerram uma quantidade inimaginável de energia . Pra você ter uma idéia, um pedaço de 2 centímetros dessa corda, teria uma massa de 40 bilhões de toneladas. A teoria de Gott requer dois filamentos cósmicos movendo-se velozmente um em direção ao outro, e um foguete capaz de girar em volta da dupla. Ao fim de uma órbita, o foguete retorna ao ponto de partida algum tempo antes do início do vôo, dessa forma, voltando no tempo. O problema dessa teoria é que não sabemos sequer se tais cordas realmente existem. A verdade é que o tempo foi uma invenção do homem, para justificar o envelhecimento e falência de seu organismo e de tudo que existe. Uma maneira de tentar explicar o processo natural da vida e da morte. Mas, se o tempo teve um começo, ele também deverá ter um fim. Talvez esse fim seja, quando a própria essência que mantém o Universo, se extinguir. Aí, o tempo se acaba e se acaba tudo e talvez um novo tempo surga, quem sabe.
Nada excita mais a mente do ser humano , desde que a ciência começou a fazer parte do cotidiano, do que a possibilidade de se viajar no tempo. Todos gostariam de voltar ao passado e modificar algum evento que o incomoda no presente. Já imaginou ganhar na loteria, por saber antecipadamente o resultado? Ou uma segunda chance para as oportunidades perdidas na vida? A primeira abordagem literária da viagem no tempo é The Time Machine (A Máquina do Tempo),um romance de ficção científica de H. G.Wells com primeira edição em 1895, a partir do qual se realizaram dois filmes como mesmo nome. É a primeira obra de ficção científica a propor o conceito da viagem no tempo usando um veículo que permite ao seu operador viajar propositadamente e de forma seletiva. Um seriado de TV do anos 60 chamado “O Túnel do Tempo”, fez um enorme sucesso. No seriado, dois viajantes eram transportados através de um túnel,para o passado e em alguns casos para o futuro, mas ao contrário do livro de H.G Wells, eles não tinham o controle sobre o túnel ou onde iriam parar. O princípio físico de não se poder controlar uma viagem no tempo é chamado de “Efeito Morphail”. Já, no filme, “Minory Report”, a visão do futuro era proporcionada por videntes ligados a uma máquina e fazia com que criminosos fossem presos antes de cometerem os crimes. Em um outro artigo desse blog, mencionei o fato de que a teoria da viagem no tempo tem problemas para contornar a teoria da “Navalha de Oocam”. Essa teoria diz que qualquer ação deve ter controle sobre os paradoxos que ela cria. Vamos dar um exemplo: Uma pessoa volta ao passado e mata seus pais antes dela ter nascido. Paradoxo criado: Como ela poderia ter vindo do futuro se ao matar os pais, ela passou a não existir no passado? Stephen Hawkings já sugeriu que a ausência de turistas vindos do futuro é um excelente argumento contra a existência de viagens no tempo. No entanto, existem soluçõesda Teoria Geral da Relatividade de Einstein que permitem viagens no tempo, mas algumas destas soluções exigem que o universo tenha características que não parece ter. Uma dela é poder viajar mais rápido que a luz, o que a própria relatividade próíbe. Então mais um paradoxo se cria. Mas, mesmo que a viagem no tempo fosse possível, ela não poderia ser feita para o futuro, pois não se pode viver numa realidade que ainda não aconteceu. Do presente para o passado, somente poderia ser feita até a época em que se descobriu como viajar no tempo. Ningúem voltaria a Roma Antiga, pois não tería como retornar de lá, uma vez que a viagem no tempo, nessa época ainda não era possível. Então teremos que esperar que o futuro se torne o presente, para podermos viajar no tempo. Os "Buracos de Minhoca” foram propostos como vias para viajar no tempo. Um buraco de minhoca funcionaria da seguinte forma: O buraco de minhoca é uma espécie de buraco negro bem menor e que gera tanta gravidade que tem a propriedade de deformar o tempo e o espaço. Uma das extremidades do buraco de minhoca é “puxado” e acelerado até velocidades próximas da luz, por alguma nave espacial , e em seguida desacelerado até à velocidade original. Devido à dilatação do espaço, na parte acelerada do buraco de minhoca o tempo passou muito mais devagar do que na outra extremidade. Uma pessoa que entrasse no buraco de minhoca a partir da parte não acelerada encontraria do outro lado uma época anterior a sua. Apesar de toda controvérsia, há quem diga que viajou no tempo de alguma maneira. Em 2005, o FBI prendeu um homem por ter “trapaceado” na bolsa de valores. Até aí tudo bem. No interrogatório, ele disse que se chamava Andrew Carlssin e tinha 44 anos. O curioso é que lhe perguntaram como havia conseguido, com apenas 800 dólares, ganhar 350 milhões em poucos dias, investindo em ações de alto risco e sempre conseguindo lucrar o máximo possível, sem perder um centavo, ele respondeu calmamente: “Eu viajei no tempo, vim do ano 2256, por isso acertei tudo.” Um dos projetos mais recentes sobre viagem no tempo, foi elaborado pelo físico americano Yakir Aharonov, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele tem na gaveta o desenho de uma estranha esfera maciça, capaz de se expandir ou encolher muito velozmente.A idéia é provocar mudanças rápidas na densidade de matéria no interior da esfera, e assim alterar continuamente o ritmo do tempo. O incrível resultado é uma espécie de liqüidificador temporal,ou seja, como já foi comentado anteriormente, não se saberia exatamente em que tempo um ocupante dessa máquina iria parar. Entretanto, o conceito de passado e futuro, são relativos. Para se contemplar o passado, basta olhar para o céu. Quando olhamos para o Sol, não o vemos como ele é agora, mas como ele era a 8 minutos atrás, tempo que sua luz gasta pra chegar a Terra. Logo, se consigo ver as estrelas que se encontram a 25 anos-luz daTerra, estou vendo o Universo como ele era a 25 anos atrás. Então, quanto mais longe eu conseguir ver, mais perto do passado eu fico. No dia que nós conseguirmos ver uma estrela que se encontra a 14 bilhões de anos-luz da Terra,estaremos presenciando o ato da criação do Universo. A Teoria da Relatividade Especial de Einstein, introduziu o conceito de tempo relativo. O tempo só passou a existir porque como tudo que existe, ele foi criado. Um seminarista perguntou a Santo Agostinho:“ Se Deus criou o Universo, onde ele estava antes da criação?”, no que o padre respondeu:“ Estava criando o inferno pra jogar dentro quem perguntasse essas coisas!”. Não podemos saber o que existia antes da criação, pois o próprio tempo não existia. Desse modo,uma viagem no tempo seria inútil para explicar tal coisa, pois ela teria como inimigo o próprio tempo, ou seja, não poderíamos voltar a um instante t< 0 , porque o próprio tempo não havia sido criado. Por outro lado, pensando de modo racional, viajar no tempo pode ter outra interpretação mais científica, partindo do princípio de que o tempo não passa da mesma forma em todos os pontos do Universo. Um buraco negro é uma região do espaço que gera uma gravidade monstruosa, capaz de deformar até o espaço e o tempo. Se você pudesse passar 1 hora próximo ao horizonte de eventos de um buraco negro, que é a região onde ele curva a própria luz que emite, haveriam se passado 10.000 anos na Terra. Mas, nesse caso, quando você voltasse a Terra, não teria dado um salto para o futuro, pois na verdade, você é que ficou no passado já que o tempo próximo a um buraco negro passa mais devagar. No nosso cotidiano, por incrível que pareça, viajamos no tempo o tempo todo. Um mero avião a 9 quilômetros de altura, ao fim de uma hora de vôo, terá viajado cerca de 2 bilionésimos de segundo para o futuro. A bordo, sob gravidade menor, o tempo flui mais depressa do que no solo, o que se constatou pela primeira vez em 1971, sob a supervisão do físico americano Carrol Alley, da Universidade de Maryland. Nas naves orbitais, o ritmo muda de maneira mais sensível: cerca de 1 bilionésimo de segundo a cada segundo. Ou seja, quando o astronauta completar 1 bilhão de segundos no espaço, ele terá se deslocado 1 segundo nos quadrantes do tempo para o futuro. Se. nesse momento, voltar a superfície, estará 1 segundo mais velho que as pessoas de mesma idade antes do vôo. Desse modo, embora desprezíveis, esses valores mostram afinal, que a viagem no tempo não é uma idéia tão absurda assim. Se você passasse um ano viajando numa nave espacial a uma velocidade próxima a da luz , poderia ter se passado um século na Terra. Richard Gott, cientista americano dos EUA, diz que em vez de se construir um aparelho que viaje no tempo, o homem deve procurar portas do tempo nas regiões naturalmente propícias do espaço. Seu alvo não são os buracos negros, mas as chamadas “cordas cósmicas”. As cordas são filamentos de energia pura estirados pelo espaço como um resíduo do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao Universo. Elas são muito longas e finas, mas encerram uma quantidade inimaginável de energia . Pra você ter uma idéia, um pedaço de 2 centímetros dessa corda, teria uma massa de 40 bilhões de toneladas. A teoria de Gott requer dois filamentos cósmicos movendo-se velozmente um em direção ao outro, e um foguete capaz de girar em volta da dupla. Ao fim de uma órbita, o foguete retorna ao ponto de partida algum tempo antes do início do vôo, dessa forma, voltando no tempo. O problema dessa teoria é que não sabemos sequer se tais cordas realmente existem. A verdade é que o tempo foi uma invenção do homem, para justificar o envelhecimento e falência de seu organismo e de tudo que existe. Uma maneira de tentar explicar o processo natural da vida e da morte. Mas, se o tempo teve um começo, ele também deverá ter um fim. Talvez esse fim seja, quando a própria essência que mantém o Universo, se extinguir. Aí, o tempo se acaba e se acaba tudo e talvez um novo tempo surga, quem sabe.
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